quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Márcio Jerry, o intelectual da política maranhense



Assistir uma palestra de Márcio Jerry Saraiva Barroso, secretário de Estado de Assuntos Políticos e Governo, é uma conveniência muito oportuna para quem gosta de política. O titular do blog esteve nesse último final de semana em Presidente Dutra para cobrir a VII conferência do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que na ocasião reconduziu Ricardo Lucena como presidente do Diretório Municipal.
Entre os que iriam se pronunciar estava o secretário, atual presidente da sigla no Estado. O auditório Vinicius Torres estava com suas dependências quase que lotada, o público era formado basicamente por políticos, profissionais libarais e lideranças populares. Jerry como personagem principal ficou para o final, o público já um pouco cansado, mesmo assim ficou para ouvir o que tinha de interessante à falar o segundo nome mais propalado do governo e do atual quadro político do Maranhão.
De voz pausada e demonstrando conhecimento de causa dos assuntos que desenvolvia, ele provocou um grande silêncio na plateia, despertando a máxima atenção de todos com o seu cativante e inteligente diálogo, um dos poucos vistos por mim dentro da militância jornalística por um membro da política. Para dar entendimento a teoria do comunismo desde a sua origem, ele elencou autores, escritos e até a própria Bíblia para demonstrar que a doutrina comunista têm o seu princípio embasado no cristianismo, o que deixou muitos surpresos, rompendo o falso pensamento ultrapassado de que seria algo pejorativo e contrário aos bons costumes.  
Sem usar vocábulos ou termos complexos, mas com uma dialética simples que enchia todos de vontade  de ouvir ainda mais, o pequeno homem de estatura, contudo, avantajado de conhecimento, passou a explicar de forma detalhada os caminhos percorridos por Flávio Dino para fazer renascer a esperança do povo maranhense pela atual filosofia política desenvolvida, pautada em atender os menos privilegiados, chamado por ele de "os invisíveis", alusão àqueles que sempre estiveram no passado à margem dos projetos do governo. 
Os 30 minutos de sua fala, que foi também um diagnóstico de toda problemática política vivenciada pelo Maranhão ao longo de décadas, passaram quase que despercebidos, sintetizando história, religião, política etc, uma aula pouco vista e pouco feita por quem faz e vive na política. Agora passo a entender porque esse moço, filho de Colinas, é tão enciumado e perseguido por seus adversários, tudo devido a força do seu conhecimento, algo ameaçador àqueles que insistem em usar de manobras e antigas artimanhas para permanecerem a ludibriar o povo sem serem incomodados.

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